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Legislativo realiza sua 1ª sessão virtual

“Encontro à distância” do parlamento portobelense foi devido a decreto governamental que proíbe reuniões, ainda em vigor

ALCIDES MAFRA/ASSESSORIA CÂMARA PB

23 de abril de 2020

Parlamentares durante sessão extraordinária desta quarta-feira (22)

Como é normal quase toda vez que se testa uma inovação tecnológica, houve contratempos. Diferente do momento do ensaio, quando tudo correu como esperado, na hora do “vamos ver” foi necessário atrasar a reunião em cerca de vinte minutos, depois do que a primeira sessão virtual da Câmara de Vereadores, ocorrida na noite desta quarta-feira (22) desenvolveu-se com sucesso. Mais uma marca para uma legislatura que tem se aplicado em modernizar seus ritos administrativos.

Desta vez, porém, foi por motivo de força maior. Com as instituições limitadas pelo decreto governamental que proíbe reuniões (ainda que Carlos Moisés tenha flexibilizado as normas de quarentena para diversos setores), não restou ao poder legislativo local outra solução que não recorrer ao sistema de webconferência para colocar a pauta em dia. Nessa tarefa, o parlamento contou com o know-how da Clic Sistemas, empresa de Guaraciaba responsável pelo sistema de transmissão ao vivo das sessões, e que integrou sua plataforma ao aplicativo de conferência remota Zoom, que tem se popularizado nesse período de distanciamento social.

Como resultado, pela primeira vez os vereadores de Porto Belo participaram de uma sessão (extraordinária, nesse caso) distantes do plenário. Apenas o presidente da Casa, Diogo Santos (MDB), permaneceu em sua tribuna, de onde conduziu os trabalhos. Alguns servidores também se fizeram presentes, para gerir a ordem do dia e possibilitar que a sessão fosse transmitida pelas redes sociais da Câmara.

Os vereadores, após alguns dias de ensaios, aprovaram a novidade. Segundo-secretário da mesa diretora, o progressista Francisco “Kiko” Scottini, acusou certa dificuldade inicial (“sou meio leigo”), mas contou com a ajuda do filho Mateus, de 16 anos, que o assessorou em sua primeira sessão virtual, da qual participou através do aparelho celular. Mais acostumado com as novas mídias, o republicano Marcos Marques tirou a situação de letra. Ele, inclusive, projeta um futuro no qual as reuniões virtuais sejam a regra: “Eu acho que essa situação do Covid veio para mudar a nossa cultura, nossos hábitos. A forma de fazer as coisas”, opina.

Talvez seja prematuro cravar uma tendência, mas o fato é que a necessidade permitiu à Câmara de Vereadores inovar. “Fizemos história mais uma vez”, destacou Altino Júnior (PL) ao fim da sessão. Para Diogo Santos, além da boa repercussão que a experiência teve nas redes sociais, com um alcance de quase 1.400 pessoas, ela serviu para reforçar o acerto do investimento feito no sistema de transmissão ao vivo, o qual permite que se acompanhe o que ocorre no plenário sem precisar sair de casa, uma condição fundamental em tempos de pandemia. “Foi muito positivo”, concluiu Diogo.

Durante a sessão extraordinária, foram aprovados um requerimento e três projetos de lei, todos de autoria da vereadora petista Rosaura Rodrigues. O primeiro pede ao Executivo a revisão da medida que retirou o percentual de insalubridade do pagamento dos agentes municipais de saúde; os três últimos, instituem o Dia Municipal da Consciência Negra (20/11), Dia Municipal de Iemanjá (2/02) e Dia Municipal da Umbanda (15/11), respectivamente. Estes, dependem agora da sanção do prefeito Emerson Stein (MDB).

Nesta quinta (23), às 16 horas, haverá nova sessão extraordinária virtual, que deve deliberar sobre o programa municipal de refinanciamento de dívidas (Refis). Para acompanhá-la, acesse o Facebook da Câmara (/camaradeportobelo) ou o YouTube (Câmara de Vereadores de Porto Belo).

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