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Na semana do laço branco, Cavalheiro pede fim do machismo

Em fala na tribuna da Câmara, advogado refletiu sobre a mobilização dos homens contra a violência doméstica

ALCIDES MAFRA/ASSESSORIA CÂMARA PB

08 de dezembro de 2021

A segunda-feira (6) foi dedicada ao dia nacional de mobilização dos homens pelo fim da violência contra a mulher, campanha que usa o laço branco como símbolo e nasceu da Lei 11.489, sancionada em 20 de junho de 2007. Em Porto Belo, essa legislação foi reforçada pela Lei Municipal 2.970, promulgada em março deste ano, que a ampliou para uma semana inteira de reflexão sobre igualdade de gênero e responsabilidade social masculina.

Em âmbito municipal, a Câmara de Vereadores, através de sua Procuradoria Especial da Mulher, assumiu a tarefa de promover ações relacionadas ao tema. Uma delas foi realizada nessa mesma segunda-feira, durante sessão ordinária, quando foi convidado a usar a tribuna o advogado Ricardo Cavalheiro, que abordou alguns aspectos da Lei 11.340 (Lei Maria da Penha) e propôs uma reflexão sobre a conduta dos homens e sua implicação nos números de violência doméstica no país.

“Os homens têm que passar por essa reflexão, porque a Lei Maria da Penha é dura”, afirmou o advogado, que relacionou a cultura machista aos abusos cometidos contra mulheres e crianças. “É um paradigma muito grande de se quebrar, porque nós temos que quebrar, na nossa condição de homens, o nosso próprio conceito de história”, ponderou Cavalheiro, destacando a necessidade dos homens se policiarem em relação aos próprios atos, no sentido de evitarem “passar do ponto”: “[As agressões] começam com atos banais, do dia a dia, e vão crescendo por conta desse machismo enrustido na nossa sociedade e que precisa ser combatido diariamente por nós”, alertou.

MOBILIZAÇÃO DOS VEREADORES

Também como parte da campanha do laço branco, a Câmara Municipal iniciou nesta semana a veiculação de um teaser e de uma série de postagens em que os vereadores aparecem exibindo cartazes conclamando os homens de Porto Belo a se conscientizarem e assumirem uma postura de enfrentamento da violência contra a mulher [veja o vídeo e as fotos abaixo].

A iniciativa partiu da Procuradoria Especial da Mulher, que tem os vereadores Silvana Stadler (PL) e Diogo Santos (MDB) como procuradora e procurador-adjunto, respectivamente. Segundo Silvana, é importante sempre destacar que o principal responsável pela violência doméstica é o homem e, por isso, é necessário que ações de conscientização o tenham como foco: “Não adianta a gente tentar resolver esse problema da violência se não colocar o homem na conversa”, ela afirma.

Para Diogo, essa é uma responsabilidade que a comunidade masculina precisa assumir, não apenas no apoio a ações afirmativas que tenham como objetivo a erradicação da violência de gênero, mas na revisão de condutas que denotem machismo, ainda que aparentemente inofensivas: “Acho que a gente tem um papel importante, como agentes políticos, nessa transformação. Mas não adianta ficar no discurso, defender essa causa na tribuna, e continuar replicando comportamentos machistas no dia a dia. Essa mudança tem que ser pra valer”, argumenta.

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