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Vereadores debatem segurança nas escolas

Parlamentares discutiram medidas emergenciais para a rede municipal de ensino

12 de abril de 2023

Vereadores conversaram com o prefeito Joel Lucinda sobre o tema na segunda-feira, antes da sessão

O ataque ocorrido em uma creche de Blumenau às vésperas do feriado de Páscoa, além do temor que causou a professores, pais e estudantes, provocou uma onda de choque que reverberou por todas as esferas do poder público do Estado. Em Porto Belo, as mensagens de whatsapp começaram a correr por volta das 12 horas de quarta (5). Áudios e imagens colhidas na cena do crime, receios de uma ação orquestrada (logo descartados pelas autoridades) e informações inverídicas aumentaram o pânico e incutiram nos parlamentares do município um sentido de urgência. Uma reunião foi agendada com o Governo Municipal no sentido de articular medidas para garantir a imediata segurança dos estabelecimentos de ensino da cidade, o que ocorreu na segunda-feira (10).

Também na segunda-feira, durante a sessão da Câmara, a secretária municipal de Educação, Adriana Schimiguel, ocupou a tribuna para falar sobre as providências que o Governo adotou no calor dos acontecimentos. Falou da reunião que ocorreu entre as gestoras das unidades, da decisão em manter as aulas na quarta (“as crianças já estavam em trânsito, não tínhamos mais como levá-las de volta para casa”) e a vistoria feita nas escolas a partir do dia seguinte (“nosso primeiro objetivo foi mapear quais são os pontos de fragilidade das unidades da rede municipal, para daí atuar de uma maneira mais eficaz e mais rápida em cada um desses pontos”).

Ela também explicou que a Guarda Municipal está efetuando rondas nas unidades e que foi solicitada aos órgãos de segurança a instalação de um botão do pânico em cada estabelecimento. Por fim, informou que a Prefeitura iniciará um processo licitatório para a contratação de vigilantes armados. Enquanto isso, os guardas patrimoniais que fazem o monitoramento à noite ficarão de serviço nas escolas durante o horário letivo. “Nós não estamos medindo esforços. E quando nós pedimos calma para a população, é para que não gere pânico nas crianças, como nós estamos recebendo nas unidades escolares crianças atormentadas pelo medo. Todos nós temos que ter cautela”, alertou.

Em seus pronunciamentos na tribuna, os parlamentares manifestaram preocupação com o impacto emocional sofrido pela comunidade escolar, apresentaram um histórico de solicitações que o Legislativo fez no decorrer dos últimos meses acerca de melhorias na segurança das escolas e apoiaram as ações da administração — em especial a disposição em adotar a vigilância armada, a exemplo do que anunciou o governador Jorginho Mello (PL) para a rede estadual: “É uma necessidade, sim. Tempos sombrios? Sim, mas temos que nos adaptar a essa realidade”, defendeu Diogo Santos (MDB). Para o colega de bancada Célio Ramos, a medida restituirá a sensação de segurança que a população perdeu nos últimos dias (“e o bandido começa a ter uma sensação de dificuldade”, completou).

Outro emedebista, Magno Muñoz, argumentou que a prioridade deveria ser o investimento em videomonitoramento: “Nós conseguimos, hoje, com a metade dos vigilantes que nós temos, fazer uma segurança muito maior em todos os prédios públicos”. O vereador também fez questão de ressaltar as medidas já implementadas pelo município no setor, como a instalação de totens de segurança nas escolas, rondas regulares e a criação de uma central de monitoramento. Porém, destacou que é necessário cobrar do comando da Polícia Militar o mesmo cuidado com a Escola Básica Tiradentes, sob responsabilidade do Governo do Estado. “Acho que nós merecemos e temos que contar com esse apoio”, concluiu.

Para o presidente da Câmara, Juliano Guerreiro (Progressistas), o Legislativo tem se mostrado sensível ao tema. Ele reforçou que a Casa aprovou indicações e requerimentos recentes na área da segurança nas escolas, inclusive um de Jonatha Cabral, do Republicanos, apresentado na semana anterior ao ataque, questionando o Executivo sobre o tema. Segundo Juliano, a Casa “vai continuar cobrando para que a gente tenha escolas mais seguras”.

Ainda nessa mesma sessão, os vereadores aprovaram requerimento de Silvana Nunes (PL) para que as secretarias municipais de Segurança Pública e de Educação viabilizem a contratação de uma empresa de vigilância privada ou firmem convênio com a Polícia Militar para implementar um sistema de segurança nas unidades da rede municipal.

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