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Samu, Tiradentes e Epagri na tribuna da Câmara

Implantação na cidade do serviço de emergência, matrículas na escola estadual e aniversário da empresa de extensão rural foram pautas na sessão desta 2ª

30 de novembro de 2021

 Três importantes instituições, duas com presença consolidada em Porto Belo, foram tema de falas na tribuna da Câmara na sessão desta segunda-feira (29). Duas, comemorando marcas importantes; uma pedindo apoio para se estabelecer. Falamos do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), que se pretende instalar unidade no município, da Escola de Educação Básica Tiradentes, que completa 65 anos de existência, e da Empresa de Pesquisa Agropecuária e Extensão Rural de Santa Catarina (Epagri), que atua com esse nome há 30 anos.

Benoni Sidnei Brizola, enfermeiro que trabalho no serviço de emergência há quinze anos (ele foi implantado em Santa Catarina em 2005), apresentou o pleito do Samu na tribuna e o definiu como uma carência antiga do município: “É um projeto que a gente já está lutando desde 2016”, afirmou, classificando a remoção de pacientes graves da unidade de pronto atendimento do município como o principal gargalo do sistema de saúde local. “O Samu vem para somar. Não é só mais uma ambulância, que pega e leva; é uma resolutividade”, garantiu o técnico.

Enfermeiro do Samu Benoni Sidnei Brizola.

Em resposta, o presidente da Câmara, vereador Joel Lucinda (MDB), garantiu o apoio do Legislativo à implantação do projeto: “A gente vai lutar bastante, porque é uma coisa muito importante o Samu em Porto Belo”, considerou o parlamentar.

O próximo a ocupar a tribuna foi o diretor do Tiradentes, professor Mário Mafaldo Carvalho Filho, que utilizou o espaço para informar sobre o processo de matrículas para 2022 (elas ocorrem de 1° a 3 de dezembro, através de cadastro no site https://matriculaonline.sed.sc.gov.br), explicar como será o novo ensino médio (funcionará em período integral, com quatro dias na semana de aulas no período da manhã e dois de aulas à tarde, sendo que as tardes serão dedicadas às disciplinas complementares de escolha do estudante) e lembrar que, nesta quarta, a Escola de Ensino Básico Tiradentes completa 65 anos de existência. “É um chão que a gente conhece muito bem”, destacou Mário, que contabiliza 40 anos naquela instituição (“primeiro como aluno, depois como professor e depois como gestor”).

Diretor do Tiradentes Mário Mafaldo Carvalho Filho.

Ele também trouxe a informação de que o município firmou um convênio de R$ 4,5 milhões com o Governo do Estado para a construção de uma nova escola de ensino fundamental no centro de Porto Belo e que o Tiradentes, que é estadual, busca recursos para construir seis novas salas e, assim, abrigar turmas de ensino profissionalizante.

Após a fala de Marinho, como é mais conhecido o gestor da escola, a Câmara fez a entrega de duas moções de reconhecimento aprovadas na sessão da última semana. Ambas foram propostas por Joel Lucinda e endereçadas, a primeira, à Epagri, pela comemoração de seus 30 anos de atuação, e a segunda a Romilto Poluceno, extensionista da empresa, que há 28 anos auxilia os produtores e pescadores da região.

Hugo Mazon, gerente regional da Epagri, creditou o sucesso da empresa, que surgiu em 1991 a partir da fusão de outras instituições públicas, ao modelo de gestão adotado: “Muitas empresas do país foram ao longo do tempo enfraquecendo quando deixaram de fazer pesquisa ou deixaram de aplicar no campo o que era desenvolvido pela pesquisa através da extensão rural”, observou. Ele também agradeceu a homenagem do Legislativo, a confiança dos produtores e a colaboração das equipes de trabalho. “Essas parcerias nos trazem grandes resultados”, frisou, citando que, em 2020, as tecnologias desenvolvidas pela Epagri deram um retorno social ao Estado de R$ 2,6 bilhões.

Um dos nomes na “linha de frente da Epagri em Porto Belo”, como definiu Hugo, Romilto apresentou números específicos do município. Segundo ele, são 450 famílias portobelenses atendidas (60% pescadores, 26% agricultores, 5% maricultores e 3% quilombolas). Ressaltou o papel da empresa na liberação de crédito para os produtores, numa média anual de R$ 1,3 milhão nos últimos dez anos (“nós estamos entre os três municípios que mais liberam crédito para o pescador”), e citou dois projetos relevantes: o apoio ao sítio de plantas bioativas (“a propriedade virou referência”) e a introdução de produtos da agricultura familiar na merenda escolar da rede municipal de ensino. Por fim, Romilto agradeceu a moção e dividiu a conquista com os produtores locais, seus colegas de trabalho e sua família: esposa, filha, genro e sogra. “Estou muito emocionado e agradeço a todos”, concluiu.

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